quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Parama Sukha

Se existe ou não existe, quem sou eu para dizer?
Pode até ser utopia essa tal parama sukha,
sukha parama.
Felicidade suprema que vai e volta,
fica e vem,
acorda e adormece,
existe e desaparece.
Há quem acredite e há quem custe acreditar,
como ele, como você.
Acontece que felicidade não é um estado pleno de estabilidade e desaventuras,
não é um estado totalmente aceitável e acostumado.
Felicidade não é hábito, mas sim, a ausência de hábitos.
Ser supremo é estar no ápice.
Se entre indas e vindas tudo desaba,
é preciso procurar a causa do desabamento.
Jamais duvidar da existência da tal felicidade suprema.
Isto porque não me restam dúvidas:
ela está no calor do beijo,
no riso sem controle,
nas lágrimas sem razão (felicidade não existe só na alegria, mas sim nos motivos verdadeiros que fizeram ela sumir)
e na vontade de estar vivo.
Intensamente vivo.
Se você não acredita, eu acredito.
Não me faça desacreditar.
E falo mais: ela existe enquanto houver intensidadee amor-próprio.
Ela morre não na ausência ou na volta,
mas sim, no excesso de segurança e comodismo.
Parama sukha é real enquanto for tatuada na alma,
parama sukha não tem fim.
Sabe a eternidade?
A busca é eterna.
Alcança-se a felicidade e logo em seguida é visto que se pode ser ainda mais feliz.
Se ontem não sorri é porque algo em mim está ausente, comprimido e agonizante.
Não tenho culpa de assim ser.
Tenho desejo de viver,
é urgente,
dias em vão me deixam sem ar.
Loucura, pode ser.
Mas, assim como o melhor amigo da loucura diz,
"o mais ardente de todos os seus desejos é poder viver eternamente em meio aos transportes deliciosos dessa feliz loucura".
Sejamos loucos, sejamos sim.
Loucos aos olhos dos outros,
felizes dentro de nós mesmos.
Lúcidos fecham portas,
enquanto loucos pulam a janela,
vivem altos e baixos,
mas nunca deixam de acreditar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário